terça-feira, 3 de janeiro de 2017

                  CONSELHO REGIONAL DE SAÚDE DO NÚCLEO BANDEIRANTE

ATA DA 232ª DA REUNIÃO DO CONSELHO REGIONAL DE SAÚDE DO NÚCLEO BANDEIRANTE DF. 

Aos Quinze dias de dezembro de dois mil e dezesseis no espaço Garcia Neto, os conselheiros e visitante com lista de presença assinada deu início a ducentésima trigésima segunda reunião, a pauta foi lembrada pelo presidente que  solicitou a todos para se apresentarem e deu início aos informes: o apoio dos deputados distritais ao Hospital Regional do Núcleo Bandeirante promessa anterior do deputado Ricardo Vale e da representante do Senador Hélio Jose a mesma está presente nesta reunião e reafirmou o apoio. A Dra Rokia membro da superintendência fez uso da palavra e solicitou que o projeto fosse uma clínica da família como substituto do Hospital Regional ela acredita que a clínica tem maior viabilidade. A presidente segue os informes lembrando que o mandato do CRS do N. Bandeirante está vencido desde final de setembro de 2016 e que o processo eleitoral não foi possível por problemas pessoais dos membros da mesa diretora, óbito e enfermidades. Citou a dificuldade em que o conselho se encontra inclusive com a falta de todo material administrativo que foi retirado pelos gestores do Centro de Saúde n.02 sem que nenhum membro do conselho fosse avisado. O gerente do centro se defendeu acusando a presidente de não atender seu telefonema para tratar do assunto, acusou-a de dificultar o contato. O gerente segui cobrando a eleição e trouxe um documento do Conselho do DF que informou a gestão do fim do mandato do Conselho. Informamos a todos  o caráter permanente do Conselho  e que até  o fim do processo eleitoral  a cidade continua assistida e representado pelos conselheiros atuais . A presidente e retomou a fala e lembrou que na data referida estava hospitalizada e operada do olho e afastada das suas funções laborais. Os conselheiros presente questionou o gerente, porque não fez contato, com os demais membros, inclusive com a conselheira que trabalha no centro de segunda a sexta em frente a sala citada, conselheira Filó que afirmou não ter sido comunicada. A presidente esclareceu a todos presentes sobre as funções e o processo para participar do Conselho de Saúde. Lembrou que a cadeira do conselho é da instituição e que o seguimento gestor participa com membros indicados pela superintendência da região. A questão do fluxo da emergência no Núcleo Bandeirante foi iniciada pela Servidora Juliane que relatou que no dia 12 de dezembro de 2016, estava de plantão no SPA e que já haviam 30 pessoas aguardando para ser atendida e que  seu colega informou que a orientação dos  gestores  é não fazer ficha de morador do Núcleo Bandeirante que não comprove o endereço a ou que não tem o cartão do centro de Saúde e os que não são moradores da cidade, todos deverão se dirigir a UPA para serem triados e se classificado na cor verde , retornar ao SPA para atendimento. A servidora continua o relato afirmando que solicitou um documento por escrito da gerência com a orientação a secretária da gerencia. Ela afirmou não ter e imediatamente a servidora ligou para o Gerente do CSN 02, que estava de plantão na UPA do N. Bandeirante. Inclusive o mesmo   já havia informado que triou 20 pacientes da unidade e os haviam  encaminhados para o SPA, para serem atendidos e que segundo ele a prioridade era destes pacientes. A servidora o questionou afirmando não ter respaldo para mandar aquelas pessoas que aguardava atendimento para ouras unidades para serem atendidas. A partir daí o gerente segundo a relatante o gerente gritou com ela e a proibiu de trabalhar naquela noite, inclusive lembrando que a mesma não era produtiva e que ela não estava ali para questionar e sim acatar suas ordens e foi além informou que a partir do dia seguinte ela estaria fora do setor. Nervosa a servidora procurou a delegacia e fez um boletim de ocorrência e se encaminhou aos direitos humanos e posteriormente a corregedoria da SES. A servidora afirma que queria somente fazer seu trabalho e atender a população do Núcleo Bandeirante que ao saber do fluxo ficou inclusive com medo de comunicar aos pacientes que aguardava pois todos estavam alterados pela demora no atendimento. O gerente pediu a palavra e advertiu a servidora dizendo que o fórum do Conselho não era espaço legitimo para tratar o caso, a presidente interferiu e afirmou que como o conselho tem seguimento trabalhador o espaço é legitimo. O gestor continuou a fala informando que não terá mas Serviço de Pronto Atendimento na cidade, solicitou a presidente que também trabalha no SPA, que  justificasse o atendimento de 02 pacientes após meia noite na emergência do Núcleo Bandeirante  e que iria fechar o SPA porque a unidade  promove gasto desnecessário  para a SES, a Chefe de enfermagem reforçou a informação dizendo que estiveram na última terça feira com o Secretário de Saúde e o representante da Atenção Primaria do DF e que foi colocado para ambos o número de atendimento do SPA e a questão de se pagar gratificação a servidor  que trabalha no setor  o chamado adicional noturno e que o Conselho de Saúde do DF deliberou o fechamento do SPA . A senhora Eridan responsável pelo RH da região Centro Sul, afirmou que no Centro de Saúde tem muito profissional ocioso e que vai remanejar para toda região. O conselheiro Valdemir lembrou o sofrimento do servidor e que a população conta com o SPA e que este setor tranquiliza pois a UPA não atende. O gerente retomou a fala e informou que o Terceiro turno será com agenda aberta e hoje o SPA atende 50 pacientes noite a partir de primeiro de janeiro serão atendidos 80 das 18 ás 22h. Chamou a presidente de mentirosa e a chefe de enfermagem trouxe uma gravação que a presidente fez em um grupo de WHats App da cidade convocando a população para reunião e informando a pauta o suposto fechamento do SPA e a questão do terceiro turno que não atende emergência. A presidente retomou a fala e lembrou que 50 pacientes é um número maior de atendimento de qualquer porta do de emergência no DF e perguntou ao gerente onde ela havia mentido na mensagem que enviou aos moradores, não houve resposta, direcionou a sua fala a senhora Eridan e questionou sobre a UPA que tem muitas horas extras inclusive para o setor administrativo e mesmo assim está sempre de porta fechada e lembrou do citado adicional pago para os servidores do SPA tão questionado pelos gestores presentes. Perguntou o que eles fariam quanto a isso já que pressão tanto pela economicidade na SES. A chefe de enfermagem pediu a palavra e relatou que os servidores estão sem compromisso no Centro e que custa acreditar que enfermeiros tenha tão pouca capacidade técnica e lembrou os enfermeiros do SPA que foram remanejados para o Centro de Saúde no período diurno e que esses profissionais segundo ele não conseguem abrir um Pré natal e que a uma outra enfermeira quer ficar na sala de vacina, mas se recusa atender criança. O presidente do Conselho do Riacho Fundo pediu a palavra e solicitou uma reunião com a superintendente para a Dra. Roki e lembrou que existe terceiro turno na cidade mas não é procurado. A presidente lembrou que os pacientes da Candangolandia e do Riacho Fundo I e II estão buscando a noite o SPA para consultas, medicamentos de rotinas e procedimentos diversos e informam não ter atendimento algum de agenda aberta nas suas respectivas cidades. O gerente advertiu que não fará mais reuniões para discutir o Serviço de Pronto Atendimento inclusive orientou a não nos referir ao serviço com este nome porque ele não existe mais. A presidente do Conselho se posicionou como servidor e lembrou que os servidores do Centro de Saúde não são ouvidos pela gestão e relatou seu caso que ao ser avisado que seu horário iria mudar no dia primeiro de novembro onde a mesma tinha viagem marcada para acompanhar seu familiar doente se quer foi ouvida pela chefe de enfermagem que a sugeriu que a mesma se colocasse à disposição. Por causa desta troca de horário seu familiar perdeu o tratamento e agora está em casa para morrer. A servidora em prantos pediu por todos os colegas da unidade e reforçou que não haverá excelência no serviço se os trabalhadores estão perseguidos e desrespeitados. Sugeriu que a superintendente receba os servidores para uma conversa e que crie uma agenda permanente para fortalecer o diálogo e evitar os abusos. Foi deliberada uma reunião com as lideranças da cidade para retirada de uma comissão eleitoral, para início do processo da seleção de entidades interessadas em fazer parte do Conselho Regional de Saúde, o Conselheiro Valdemir Presidente da Associação comercial lembrou que a mobilização começou e que o CRS na tentativa de informar toda a cidade, contratou um carro de som por 4h no valor de 250.00 reais e que precisa garantir total transparência ao pleito. O Conselheiro Raimundo representante do Rotary se ausentou antes do termino, porém se colocou à disposição para ajudar no processo eleitoral. Sem mais a acrescentar a reunião foi encerrada e os encaminhamentos pertinentes serão feitos assim que retomarmos no próximo ano de 2017. A presidente desejou Boas festas a todos e a reunião foi encerrada. 

Maura Lucia G. Dos Anjos  
Presidente do CRS- N. Bandeirante